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Como fazer meu pé de meia?

Esta é a dúvida mais comum de qualquer pessoa que pensa em viver de renda na aposentadoria. O consultor financeiro Mauro Halfeld tem indicado o Tesouro Direto como alternativa de investimento em programas de rádio e colunas de jornal. As altas taxas de juro praticadas no país e a liquidez semanal ajudam a argumentação. “Que tal multiplicar seu patrimônio por 15 vezes, além da correção pela inflação? É o que promete o Tesouro Nacional a investidores residentes no Brasil e que tenham, pelo menos, R$ 200 para investir até 2031. E se você mudar de idéia e precisar resgatar antes, o próprio Tesouro faz recompras todas as quartas-feiras”, escreveu Halfeld recentemente.

Em dezembro passado, havia 5.620 investidores nesse mercado. Em abril, o número de clientes do Tesouro Direto rompeu a barreira dos 8.000, chegando a 8.116 pessoas. O governo quer ter 60 mil investidores até dezembro. O volume de operações está crescendo. Até meados de maio, chegou a R$ 76,5 milhões, praticamente o mesmo volume negociado em todo o ano de 2002. “O produto mudou de patamar”, diz Monique Moura de Almeida, supervisora de Suporte Operacional de Custódia da CBLC.

Os investidores têm descoberto que podem aplicar diretamente em LFT, LTN e NTN-C a partir de pequenos valores (0,2 título). A aplicação máxima é de R$ 200 mil por mês, fora a rolagem de carteiras anteriores. O risco é o próprio Tesouro e, portanto, é um dos menores da renda fixa. Há muitos anos as taxas de juro têm estado entre as mais altas do mundo (a Selic em maio estava em 26,5% ao ano). Há três opções de indexação. A LTN é prefixada, a LFT é corrigida pela taxa Selic e a NTN-C é atrelada ao IGP-M. As recompras são feitas a preços de mercado. Se é um bom negócio para os clientes, o Tesouro Direto também é bom para as corretoras e os bancos, pois gera receitas e amplia o leque de opções disponíveis na prateleira de cada um.