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| Vidigal, da Socopa: BTC permite arbitragem entre papéis e dá mais liquidez ao mercado |
Empréstimos de ações no BTC atingem marca histórica
O Banco de Títulos (BTC) tem apenas sete anos de vida, mas já exibe fôlego de gente grande. Neste ano, o volume de operações de empréstimos de ações registradas no sistema da CBLC até 7 de maio de 2003 chegou a R$ 3,4 bilhões, cerca de U$ 1,2 bilhão. Com isso, o total acumulado desde a estréia do BTC, em 1996, chegou a R$ 23,6 bilhões e superou a marca de US$ 10 bilhões. No início de maio, o fluxo histórico de contratações e renovações de empréstimos somava US$ 10,26 bilhões.
Os números são grandiosos, é verdade. Um mercado que tem movimentado desde o ano 2000 o equivalente a US$ 2,2 bilhões anuais, em média, deve ser considerado como uma rentável fonte de negócios para a indústria de intermediação financeira em geral, principalmente as corretoras. Mas isso é apenas o começo. Comparado ao volume diário de compras e vendas de ações na Bovespa, as operações de empréstimos desses papéis via BTC ainda são apenas uma fração dos negócios, inferior a 1%. “O BTC cresceu muito, mas ainda está nos seus primórdios”, diz Francisco Carlos Gomes, diretor de Controle da CBLC.
A tendência é de crescimento, conforme aumenta entre os investidores a percepção de que o empréstimo de ações é um bom negócio. “O aluguel de ações é benéfico de todas as maneiras. Aumenta a rentabilidade das carteiras de longo prazo, permite arbitragem entre papéis e dá mais liquidez ao mercado”, resume Álvaro Augusto de Freitas Vidigal, o Guti, da Sociedade Corretora Paulista (Socopa). A taxa média de retorno é de 6% ao ano, o que praticamente dobra a receita obtida com proventos pelos acionistas.
Este ano, 52 instituições intermediaram negócios com 72 papéis. A média diária de operações está em 113, acima das 89 feitas em 2002. A nova versão do programa do BTC, lançada em outubro em padrão web, possibilitará o rápido aumento na quantidade de participantes, prevê Wagner Anacleto, gerente de Controle de Risco da CBLC. “Aumentamos a capacidade de registro de operações”, diz.
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