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Uma nova fonte de receitas
O consultor Belleza, da Coinvalores: as corretoras precisam prestar atenção ao mercado imobiliário.
CBLC e Soma oferecem segurança e liquidez para fundos de recebíveis imobiliários

Esqueça o cofrinho em forma de porquinho. Se o Brasil seguir a tendência dos países desenvolvidos, o símbolo da poupança popular deverá ser a Bolsa de Valores. O novo Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), em fase de regulamentação pelo governo, poderá ser a alavanca de um mercado amplo de financiamento imobiliário por meio do mercado de capitais.

Os sinais são promissores. A Caixa Econômica Federal fez o lançamento simbólico de seu primeiro FIDC. Os fundos imobiliários já começam a ter liquidez no mercado de balcão, organizado e na Bolsa. O Almirante Barroso, também da Caixa, girou cerca de 20% de seu patrimônio na Soma. O Shopping Pátio Higienópolis será o próximo a entrar e o Europar, da Coinvalores, já está na Bovespa. "Esta é só a ponta do iceberg. As corretoras precisam prestar atenção ao mercado imobiliário. Será uma grande fonte de receitas e uma das soluções para o seu futuro", afirma o consultor financeiro Sérgio Belleza, da Coinvalores.

O FIDC surgiu no Programa de Incentivo à Implementação de Projetos de Interesse Social (PIPS), criado pela Medida Provisória 122, de 25/06/03. É um fundo inovador. Tem a participação dos setores público e privado e permite o financiamento de projetos completos de desenvolvimento urbano, desde residências para várias classes de renda até pontos comerciais e infra-estrutura. Está prevista a subvenção econômica: o Tesouro Nacional poderá comprar até 30% das cotas.

A constituição do arcabouço legal dos fundos imobiliários e de recebíveis e a liquidez e segurança proporcionadas pela Soma e pela CBLC devem impulsionar os investimentos nessa área, aposta Belleza. "O melhor momento é agora, com a sinergia entre os mercados financeiro e imobiliário. Só falta a queda das taxas de juros para níveis mais adequados", afirma.

Este caminho foi aberto com o recuo da inflação e a queda da Selic em julho, para 24,5%. "A redução dos juros de médio e longo prazo é um objetivo absolutamente factível de ser realizado a partir desse momento", afirmou o ministro da Fazenda Antonio Palloci Filho, no lançamento do FIDC Caixa Brasil Construir, no mês passado.