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O risco nosso de cada dia

No Brasil e no mundo, o crescimento dos mercados de derivativos financeiros foi exponencial nos últimos 15 anos. Ações, moedas e taxas de juros passaram a ser a base de inúmeras modalidades de operações, envolvendo diversos ativos, mercados e agentes econômicos. Nesse processo, os participantes também começaram a correr riscos. Alguns até chegaram a quebrar, como o fundo americano Long Term Capital Management (LTCM). A boa notícia é que, nesse processo, muito se aprendeu e foram desenvolvidas novas técnicas de gerenciamento de riscos e controle dos mercados organizados.

A CBLC tem um dos sistemas de gerenciamento de riscos mais modernos do mundo. Quem compra e vende ações e opções na Bovespa, por exemplo, tem o respaldo da CBLC. A empresa atua como contraparte central garantidora e, assim, assegura a liquidação financeira das operações e a transferência dos papéis sob sua guarda (custódia). Para poder exercer este papel, a CBLC adota procedimentos para medir e controlar os diversos riscos, como os de liquidez, de crédito e de mercado. "Temos mecanismos suficientes para garantir que a eventual quebra de um participante não afete o mercado como um todo", diz o diretor de Controle, Francisco Carlos Gomes.

A partir desta edição, o Foco! trará uma série de reportagens sobre gerenciamento de risco. Na primeira delas, nas páginas 2 e 3, o Prêmio Nobel de Economia Myron Scholes - que foi conselheiro do LTCM - fala sobre a evolução desse tema e a importância das "clearing houses", como a CBLC, na diminuição dos riscos dos mercados.