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| Joaquim Levy, do Tesouro: "As instituições financeiras vão conquistar mais clientes com a nossa propaganda" |
Governo investe em campanha publicitária do Tesouro Direto
Sem propaganda, o Tesouro Direto conquistou mais de 13 mil investidores desde seu lançamento, em janeiro de 2002. Agora, o Tesouro Nacional está investindo na divulgação do serviço, criado em parceria com a CBLC, para permitir a venda de títulos públicos pela internet, com a intermediação de corretoras e bancos. O objetivo do governo é ampliar a utilização do Tesouro Direto para 75 mil pessoas até o final deste ano. Com o mote "O que era bom para poucos, agora vai ser bom para todos", a campanha publicitária foi apresentada às corretoras, aos bancos e à imprensa no final de agosto.
O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, mostrou-se entusiasmado com as perspectivas de ampliação do serviço junto aos investidores potenciais. "Praticamente todo mundo que tem acesso à internet vai poder investir diretamente nos papéis do Tesouro", afirmou. Corretoras e bancos que já oferecem o Tesouro Direto e agora estão aderindo à nova plataforma tecnológica oferecida pela CBLC irão se beneficiar da iniciativa do governo. "As instituições financeiras vão conquistar mais clientes com a nossa propaganda", disse Levy.
A campanha, criada pela Duda Associados, deve durar até o final de outubro. "Procuramos dar visibilidade ao Tesouro Direto junto ao público formador de opinião e aos investidores que demandam por mais informação", explicou o publicitário Márcio Leoni. A idéia é atingir o maior número possível de pessoas com potencial de investir e que hoje não têm informações amplas sobre o serviço, mais divulgado até agora na base da boca-a-boca. A Duda Associados estima que as pessoas das classes A e B, com idade entre 25 e 40 anos, terão contato com alguma peça da campanha pelo menos três vezes nos próximos dois meses.
Nesse período, serão veiculados anúncios nas revistas semanais de informação (Veja, IstoÉ, Época), nas de negócios e investimentos (IstoÉ Dinheiro, Exame, CartaCapital), nos grandes jornais e nas rádios de conteúdo jornalístico. A maior concentração de anúncios deve ir para a internet. Serão veiculados "banners" em portais de corretoras, bancos e de investimentos em geral. Também serão distribuídos folhetos por mala-direta e 20 mil "kits do investidor", com uma camiseta. As instituições credenciadas para realizar a venda dos títulos pela internet devem solicitar à CBLC o material publicitário para disponibilizarem em seus sites.
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