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| Abdo (de barba) e Tolmasquim (último à dir.): próximos leilões de elétricas serão na BOVESPA. |
41 empresas disputam concessões da Aneel na Bovespa
O 11º leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizado na Bovespa, entrou para a história do órgão regulador como o mais disputado de todos. A participação dos investidores e as ofertas pelas linhas de transmissão de energia superaram as expectativas do governo. No dia 22 de setembro, 41 empresas e consórcios apresentaram garantias de proposta à CBLC, que atuou em todas as etapas do processo e fez a pré-qualificação dos participantes. No dia 23, o embate final: foram leiloados 1.787 quilômetros de novas linhas da rede básica em oito Estados. Os investimentos previstos somam R$ 2 bilhões.
A abertura dos envelopes com as ofertas mostrou disputa entre os concorrentes: 34 grupos brasileiros e sete espanhóis. Um dos sete lotes chegou a ser leiloado a viva-voz. Os vencedores ofereceram a menor receita anual para a prestação do serviço de transmissão. O deságio médio com relação à receita máxima permitida ficou em 36,53% e atingiu R$ 161 milhões – quase a soma dos descontos praticados em todos os leilões anteriores, nos quais foram concedidos quase 12 mil quilômetros de linhas.
O resultado significa um “pedágio” menor aos usuários das “rodovias elétricas”. Por isso, foi comemorado pela Aneel e pelo ministro-interino das Minas e Energia, Maurício Tolmasquim. “O leilão mostrou uma confiança importante dos investidores no Brasil e no quadro legal e regulatório do setor elétrico”, disse José Mario Abdo, diretor da Aneel.
Para a CBLC, o evento consagrou a histórica atuação da “clearing” e da sua antecessora, a CLC, nas privatizações. “Este é um negócio onde temos muita experiência. Desde a década de 90, participamos de uma centena de leilões”, diz João Batista Fraga, diretor de Produtos e Serviços da CBLC. Maurício Tolmasquim previu que os próximos leilões do setor elétrico também serão na Bovespa. “Ano que vem, esperamos licitar usinas geradoras com o mesmo sucesso que tivemos hoje”, afirmou.
O Grupo Eletrobrás teve grande participação no 11º leilão, como sócio minoritário de consórcios com empresas privadas. Venceu quatro dos sete lotes disputados e irá investir R$ 1,1 bilhão. “Isso mostra a vitalidade do setor estatal elétrico brasileiro. Lembra um pouco quando foi aberto o mercado brasileiro para investimentos no petróleo em todas as áreas e a Petrobrás se mostrou importante no desenvolvimento da política petrolífera junto com os grupos estrangeiros e nacionais”, afirmou o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa. |