Mercado cresce e aumenta o trabalho de Joubert
Rovai
 |
| Rovai, na Bovespa: "Minha missão
é fazer acordos." |
O ombudsman do mercado acionário, Joubert Rovai, é um
maratonista experiente. Aos 66 anos, já correu cinco maratonas
em Nova York e duas em Paris – e continua treinando. Ele ainda
tem fôlego de sobra para correr atrás dos problemas dos
investidores em ações. Com a alta da Bovespa nos últimos
meses e a crescente popularização do mercado entre as
pessoas físicas, aumentou o número de demandas recebidas
pelo ombudsman. Até junho, elas cresceram 40,5% em relação
a igual período de 2002, para 202 registros. “Foi um
movimento natural, decorrente do crescimento dos participantes e dos
negócios na bolsa”, explica Rovai.
Em junho, a Bovespa contabilizava 94.818 pessoas físicas no
rol de investidores com posição em custódia,
número 17,8% superior ao de junho de 2002. No período,
o número de negócios no mercado à vista subiu
21,2% e no de opções, 34,6%. O volume de demandas aumentou
acima desses índices por outro motivo: o serviço do
ombudsman, lançado em maio de 2001, está cada vez mais
conhecido. O papel de Rovai é limitado ao atendimento de consultas,
queixas e reclamações dos investidores com relação
ao processo de negociação, custódia e liquidação
de operações realizadas na Bovespa. Questões
envolvendo os acionistas e as companhias são prerrogativa da
CVM. Mas o ombudsman, que já foi diretor da CVM, não
deixa ninguém sem resposta. “Orientamos todos que nos
procuram”, afirma.
As corretoras são alvo da maior parte (50%) das reclamações
feitas ao ombudsman, seguidas pelos bancos (20,2%) e empresas emissoras
(13,1%). São comuns as queixas de problemas na execução
de ordens de compra e venda e de má comunicação
das instituições com a clientela. Se há prejuízos
financeiros envolvidos, Rovai procura o entendimento entre as partes.
“Minha missão é fazer acordos”, diz. Ele
recomenda às corretoras que adotem o sistema de gravação
para todos os operadores e clientes, para dirimir dúvidas.
Muitos clientes não têm noção completa
dos riscos que correm ao investir em ações, como a falha
na entrega dos papéis pelos vendedores. Estas são poucas
(0,5% a 1% dos negócios), mas ocorrem e assustam os novatos,
especialmente os que operam pela internet. Para minimizar o problema,
a CBLC criou o empréstimo compulsório de ações
(veja reportagem "Entregar é
preciso"). “Isso vai reduzir sensivelmente as falhas
na liquidação”, diz Rovai.
Contatos: 0800-770-0149 ou ombudsman@bovespa.com.br. |