Receba o FOCO! em seu e-mail
 
Gerenciamento de Risco
Por que falhou? Falhou por quê?
Novo sistema mostra como a CBLC trata as falhas na liquidação

A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) oferece às corretoras e aos agentes de compensação, desde o dia 9 de fevereiro, um novo meio de acessar as informações sobre os procedimentos de gerenciamento de riscos da clearing: o sistema de Tratamento de Falhas de Liquidação (TFL).

A inovação do TFL está em facilitar as consultas dos corretores e agentes de compensação aos mecanismos aos quais a CBLC recorre para tratar potenciais falhas na liquidação. Essas falhas são causadas quando não há a entrega dos ativos vendidos na data e horário corretos. Antes, os corretores e agentes tinham de buscar as informações em arquivos distintos no ambiente da CBLCNet. “Agora, as instituições ganham mais agilidade para resolver as falhas de liquidação das operações de seus clientes”, afirma Wagner Anacleto, gerente de Riscos da CBLC.

A maior transparência é mais um diferencial do TFL. Até sua implantação, as corretoras vendedoras tinham acesso somente às inadimplências tratadas e ao total de garantias requeridas. “O TFL facilita nosso trabalho, porque fornece o valor da garantia devida por operação. Todas as informações vêm em um só relatório e isso agiliza a comunicação com o custodiante e a cobertura da garantia devida”, diz José Francisco Lasagno, gerente de Custódia e Cadastro da corretora Bradesco.

Página do TFL facilita consultas das corretoras e dos agentes de compensação Reprodução
Entre os procedimentos de redução das falhas na liquidação que a CBLC utiliza, destaca-se o empréstimo automático no Banco de Títulos (BTC). Se um vendedor falha na entrega, a CBLC faz um empréstimo em seu nome do respectivo título no BTC, se houver oferta, e liquida a operação. O percentual de falhas na liquidação é baixo (menos de 0,5% do total) e, com o BTC Automático, tem caído ainda mais. O mecanismo reduziu as ocorrências potenciais em cerca de 50% desde sua implantação, em novembro de 2003. O aumento da oferta de títulos no BTC contribuiu para a maior utilização do mecanismo. “Mais investidores disponibilizaram seus títulos para empréstimo, buscando otimizar o retorno de suas carteiras”, explica Anacleto.

O acesso ao TFL se dá pelo portal da rede local CBLCnet (www.cblcnet.com.br). As informações sobre os tratamentos que a CBLC deu às potenciais falhas na liquidação de operações são disponibilizadas em dois módulos de consulta: o pré-processamento e o pós-processamento. O módulo de pré-processamento apresenta a lista de operações que não têm saldo e resultariam em falhas de liquidação. O pós-processamento mostra o que a CBLC fez para corrigir as potenciais falhas: se recorreu ao BTC Automático ou se teve de fazer chamada de margem.

O pré-processamento informa, portanto, as potenciais falhas identificadas durante a janela de liquidação, que ocorre a partir das 10 horas do terceiro dia útil após a venda (D+3). Os dados são agrupados por pregão, investidor e ação e podem ser pesquisados por operação. O sistema permite, ainda, a consulta sobre as falhas de pregões anteriores e a seleção de filtro por cliente e código de negociação.

Já o pós-processamento disponibiliza dois conjuntos de informações para a corretora vendedora. Mostra, inicialmente, as inadimplências tratadas pelo BTC Automático e as que resultaram em falhas concretas de liquidação devido à falta de ofertas doadoras do ativo correspondente no BTC. Apresenta, também, as chamadas de garantias, com dados sobre o valor da garantia requerida e a apropriada para cada operação que resultou em falha na liquidação. Nesse módulo, podem ser utilizados filtros que classificam as informações por cliente e código de negociação, entre outros.