Opções diversificam operações do investidor e protegem carteiras a um custo baixo
O mercado de opções oferece uma grande diversidade
de estratégias de negócios. De acordo com o perfil do
investidor, podem-se realizar operações mais arriscadas
ou mais conservadoras. As opções disponíveis
na Bovespa podem ser sobre compra e venda de ações e
de índices. No caso das ações, atualmente há
séries para empresas como Telemar, Petrobras, Bradesco, Itausa,
Itau-banco, Ambev, Embratel, Usiminas e Telefonica, entre outras.
No caso dos índices, podem ser negociados Ibovespa e IBrX-50.
Os contratos de opções podem ter vencimentos até
dezembro e são contratados em reais ou indexados ao dólar.
As opções em dólar se tornaram mais raras nos
últimos anos com a queda da inflação. Foi também
devido ao longo período de inflação alta que
as opções de venda perderam liquidez, pois a Bovespa
só subia. “Ainda usamos opção de venda,
mas para algumas operações específicas, de longo
prazo”, afirma Eduardo Brenner, vice-presidente da CBLC e sócio
da corretora Hedging-Griffo.
Para os mais familiarizados com os riscos do mercado de opções,
há possibilidades de negociar a volatilidade ou realizar operações
direcionais. Aqueles que estão se iniciando podem fazer, além
da compra e venda de opções, trava de alta e de baixa.
São operações ideais para a proteção
de carteiras, a um custo baixo. “Para um leigo, é ótimo
começar via Homebroker. É bom que essa pessoa opere
opções na compra e na venda, sinta o mercado, conheça
o risco. É muito difícil oferecer uma estratégia
para quem não conhece nada do mercado”, diz Airton Kelner,
operador da corretora Ágora Sênior. Os investidores institucionais
utilizam muito o box e o financiamento de opções. Os
especialistas em derivativos são categóricos em alertar
para os perigos da venda a descoberto. “O risco pode ser muito
alto”, afirma Brenner. “O mercado de opções
é recomendado para se montar estratégias de administração
de portfólio. Ação é investimento, opção
é estratégia”, acrescenta. |