Agência Thomas Murray classifica como baixo o risco do mercado brasileiro
A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) exerce uma influência fundamental na redução dos riscos de custódia e de liquidação no Brasil. Esta é a conclusão da agência de classificação de risco de custódia e grupo de consultoria Thomas Murray, do Reino Unido, que avalia mais de 140 centrais depositárias de ativos e 300 custodiantes no mundo todo. Adicionalmente, ela confere notas de AAA a C para medir o risco associado às atividades de infra-estrutura (pós-negociação) nos mercados de capitais de 89 países.
No relatório “Notas de Risco de Infra-Estrutura no Mercado de Capitais”, a Thomas Murray deu nota A+ (baixo risco) para o mercado brasileiro. Foram avaliados seis tipos de risco: comprometimento de ativos, liquidez, contraparte, custódia (dividido em risco financeiro e operacional) e de processamento de proventos. A CBLC contribuiu para este rating, posicionando-se entre as quatro depositárias mais seguras das Américas e a única do Brasil. As outras três são a CDS, do Canadá; a Indeval, do México; e a DTCC, dos Estados Unidos.
O grande diferencial do rating da Thomas Murray é a separação total entre a análise dos riscos das centrais depositárias e do risco soberano, muitas vezes agregados por outras agências de classificação de risco. No caso do Brasil, a avaliação mostra que o risco de custódia e de liquidação é muito inferior ao risco soberano e que a eficiência da infra-estrutura pós-negociação não deve ser contaminada pelo Risco País. Isso permite uma visão mais precisa do cenário brasileiro para o investidor. “O impacto do rating da Thomas Murray é mais forte para o investidor estrangeiro, porque o brasileiro já
conhece a qualidade e segurança dos serviços da CBLC”, diz Margarida Baptista, administradora de Desenvolvimento de Projetos da CBLC.
A avaliação do Serviço de Depositária concluída pela Thomas Murray ao final de 2003 enfatiza as iniciativas da CBLC para gerenciar e controlar os riscos, como, por exemplo, a criação do empréstimo compulsório de ações no Banco de Títulos (BTC). Destaca, ainda, a implementação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que teve como resultado uma redução nos riscos de liquidação e de contraparte.
O relatório completo sobre a infra-estrutura brasileira de custódia, liquidação e gerenciamento de riscos do mercado brasileiro e as análises de outros quatro países (Hungria, Nova Zelândia, Canadá e Coréia do Sul) estão disponíveis no site da Thomas Murray (via “free trial”). Os interessados podem se cadastrar e acessar os estudos e uma demonstração dos serviços da agência gratuitamente. O endereço eletrônico é www.thomasmurray.com.
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