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Subscrições |
| Natura e CCR captam R$ 1,1 bi |
Empresas lançam ações na Bovespa e pequenos investidores têm participação surpreendente
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| Pregão perfumado: decoração especial na BOVESPA marca abertura de capital da Natura. |
Duas ofertas públicas de ações movimentaram mais de R$ 1,1 bilhão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos últimos dois meses. A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) realizou uma distribuição primária de ações ordinárias e captou R$ 375 milhões em abril. A empresa de cosméticos Natura abriu seu capital em maio e, através da distribuição secundária de seus papéis, captou R$ 768 milhões. Nos dois casos, a CBLC prestou serviços de distribuição.
Inicialmente, a CCR disponibilizou 14.042.554 ações, mas a demanda foi cinco vezes maior que a oferta e foram vendidas adicionalmente 1.914.893 ações. O preço dos papéis foi de R$ 23,50. A operação envolveu 1.514 investidores. Um total de 20% das ações foi destinado a pessoas físicas e jurídicas não-financeiras, que podiam investir entre R$ 2 mil e R$ 300 mil cada uma. No final, esses investidores responderam por R$ 27 milhões do volume total captado.
“A grande participação de pessoas físicas foi muito satisfatória, porque ajudou a distribuir melhor as ações. Quanto mais elas participam, mais o mercado se aquece”, diz Bruno Pena, diretor da corretora do Banco UBS que, juntamente com o Banco Pactual, coordenou a distribuição. “Um círculo virtuoso forma-se com a adesão de pessoas físicas. Quanto mais acionistas temos, mais negócios são feitos, maior a liquidez do papel e a visibilidade da empresa”, explica Arthur Piotto Filho, gerente de relações com os investidores da CCR.
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| Os três co-presidentes da empresa: Guilherme Leal (esq.), Luiz Seadra e Pedro Passos. |
Os pequenos investidores também tiveram enorme participação na abertura de capital da Natura. Dos 5.460 novos acionistas da empresa, 4.376 são pessoas físicas, que responderam por aproximadamente 17% do volume total da subscrição de ações. “O sucesso dessa operação pode ser atribuído ao fato de que a Natura é uma empresa diferenciada, com um alto nível de governança. É uma ação que se vende pelo nome Natura e pelos produtos da empresa”, afirma Armando de Toledo, sócio da Corretora Magliano, que distribuiu R$ 11 milhões da operação. Também no caso da Natura a oferta inicial não atendeu à demanda dos investidores (dez vezes superior) e foi complementada por um lote extra. Pessoas físicas puderam investir de R$ 1 mil a R$ 500 mil. Os coordenadores da distribuição da Natura foram os bancos Pactual, UBS e Itaú BBA.
Nas duas distribuições, houve grande atuação das corretoras de valores: 32 em cada operação. “As corretoras são fundamentais, pois atingem as pessoas físicas com muito mais eficiência. Os coordenadores não têm essa abrangência”, explica Pena. As corretoras receberam comissões variáveis, conforme o número de clientes envolvidos nos negócios, como já ocorrera na distribuição da Companhia Suzano de Papel e Celulose, em novembro. “O trabalho de conquistar mais investidores, especialmente pessoas físicas, é das corretoras. Temos de nos empenhar, porque um mercado com bastante volume e bem diversificado é o ideal”, diz Claudio de Salles, sócio da Magliano.
A CBLC coletou e armazenou as informações dos intermediários envolvidos nas duas operações durante o período de reserva para oferta de varejo. Os dados consolidados foram transmitidos pela clearing aos coordenadores das distribuições, que iniciaram o processo de formação de preço dos papéis. A CBLC foi responsável, ainda, pela liquidação das vendas nas duas distribuições, tanto no institucional quanto no varejo. “Somos como um porto onde todos os participantes aportam. Centralizamos uma série de dados e contatos, facilitando as operações e reduzindo os custos”, diz João Batista Fraga, diretor de Produtos e Serviços. Para Pena, a atuação da CBLC tornou as operações mais ágeis. “A CBLC garantiu rapidez e transparência aos processos. É fundamental que as próximas operações utilizem os serviços da clearing”, completou.
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