Receba o FOCO! em seu e-mail
 
Leilão
Energia que dá gosto
Investidores disputam concessões de linhas de transmissão na Bovespa

No dia 30 de setembro, a Bolsa recebeu cerca de 300 investidores, corretores, autoridades e jornalistas para mais um leilão de linhas de transmissão, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Foi o segundo leilão do gênero na Bovespa. A CBLC atuou em todas as etapas do processo, da pré-qualificação dos investidores ao recebimento das garantias, depositadas por 25 empresas individualmente ou em consórcio.

Foram leiloadas concessões para novas linhas de energia elétrica, com investimentos previstos de R$ 2,1 bilhões. Os vencedores, dez empresas privadas e estatais do Brasil e três da Espanha, competiram para construir, operar e manter 2.862 quilômetros de linhas em 11 estados do País.

Com a entrega dos envelopes fechados, o clima de disputa prevaleceu e alguns dos 11 lotes chegaram a ser leiloados a viva-voz, dada a pequena diferença entre as maiores ofertas. Ganharam aqueles que apresentaram as propostas com as menores previsões de receita. Com relação às receitas máximas permitidas, houve deságio de até 53,70%. Na média, o deságio ficou em 34,80%.

No pregão lotado, a martelada final com a presença de Raymundo Magliano Filho, Dilma Rousseff e José Mário Miranda Abdo.
O governo comemorou o sucesso do leilão. “A economia obtida com os deságios seria suficiente para a construção de mais de 1.000 quilômetros de linhas em 500 kV. Isso é extraordinário em qualquer lugar do mundo”, disse José Mário Miranda Abdo, diretor-geral da Aneel, em entrevista coletiva ao final dos leilões (leia entrevista exclusiva na página 4). A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, marcou presença e bateu o martelo simbólico no salão, junto com o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho, e representantes de grupos vencedores. O Grupo Eletrobrás obteve 1.237 quilômetros de linhas em seis estados. Em consórcios ou isoladamente, Furnas, Chesf e Eletrosul – controladas da Eletrobrás – arremataram oito dos 11 lotes oferecidos.

Representada pela corretora Gradual, a empresa Elecnor S.A., da Espanha, venceu a disputa pela concessão para a linha Cuiabá (MT)–Itumbiara (MG). A linha Ivaiporã (PR)–Londrina (PR) ficou com o Consórcio Uirapuru, das empresas Eletrosul, Santa Rita Comércio e Engenharia, Copel Participações e Control Y Montajes Industriales, representadas pela corretora ABN Amro Real. A corretora SLW arrematou a concessão das linhas Cascavel Oeste (PR) e Foz do Iguaçu Norte (PR) para o consórcio Gralha Azul, formado por Copel e Eletrosul. A espanhola Isolux Wat obteve a linha Tucuruí (PA)–Vila do Conde (PA), por meio da corretora Theca.

A Brascan deu o lance vencedor da linha Furnas (MG)–Pimenta (MG), em nome do Consórcio Centro-Oeste de Minas, formado pela própria Furnas e pela Cemig. A Fator Doria Atherino garantiu as linhas Itutinga (MG) e Juiz de Fora (MG) para o Consórcio Sudeste de Minas, constituído pelas empresas Alusa, Furnas, Cemig e Orteng.

Também com a Brascan, Furnas arrematou a linha Macaé (RJ)–Campos (RJ). A Chesf, representada pela Codepe, levou as linhas Milagres (CE)–Tauá (CE) e Milagres (CE)–Coremas (PB). As linhas Porto Primavera (SP)–Dourados (MS) e Porto Primavera–Imbirussu (SP) ficaram com a Isolux Wat, cliente da Theca. A última linha a ser leiloada, Campos Novos–Blumenau, em Santa Catarina, foi arrematada pelo Consórcio Caburé, formado pelas empresas Schahin Engenharia, Eletrosul e Engevix. A corretora Schain deu o lance vencedor.