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Distribuições
Inclusão pelo mercado
Magliano reúne-se com presidente Lula e apresenta sugestões para incentivar a popularização do mercado

Magliano e o presidente Lula: sugestões para democratizar ainda mais a Bolsa.
O que poderia ser feito para popularizar ainda mais a Bolsa no Brasil? A pergunta, feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente da Bovespa e da CBLC, Raymundo Magliano Filho, no final de janeiro, teve pronta resposta: o Governo poderia financiar a compra de ações pelas pessoas físicas com linhas de crédito especiais do BNDES e, ainda, permitir que os trabalhadores novamente adquirissem ações com recursos do FGTS.

As sugestões da Bovespa para o Governo incentivar a popularização do mercado foram apresentadas em encontro oficial no Palácio do Planalto. “O mercado de capitais, ao permitir o fortalecimento das empresas e a geração de empregos, é um dos melhores caminhos para a inclusão social”, disse Magliano ao presidente Lula.

Até hoje, os trabalhadores só puderam utilizar recursos do FGTS para comprar ações da Petrobrás e da Vale do Rio Doce. Em agosto de 2000, 337 mil pessoas aplicaram R$ 2 bilhões em ações da Petrobras. Em março de 2002, 599 mil investidores aplicaram R$ 1,5 bilhão em papéis da Vale. O rendimento acumulado destas aplicações até 19 de janeiro foi de 289% e 379%, respectivamente.

A CBLC participou ativamente dessas ofertas ao varejo, com o Serviço de Apoio à Distribuição de Ações. Sua entrada no processo garantiu o cumprimento dos parâmetros estabelecidos e dos limites individuais de aplicação dos investidores. Os sistemas de intermediação foram conectados pela CBLC e o sigilo bancário dos participantes foi preservado.

Dois projetos para incentivar novas compras de ações pelos trabalhadores tramitam no Legislativo, um na Câmara dos Deputados, outro no Senado. “Seria importante se os trabalhadores pudessem optar em aplicar parte de seu FGTS também nos lançamentos de ações de empresas com altos padrões de governança corporativa”, defende José Roberto Mubarack, assessor de Relações Institucionais da Bovespa.

A Presidência convidou a Bovespa para explicar como funciona a Bolsa de Valores Sociais (BVS), que já canalizou mais de R$ 2 milhões para entidades do terceiro setor. O modelo da BVS poderá ser replicado na Ação Internacional de Combate à Fome e à Pobreza. Magliano estava acompanhado do vice-presidente da Bovespa, Nelson Spinelli, do superintendente de Administração Marcos Costa e Silva e de Celso Grecco, diretor da agência Atitude Marketing Social. Participaram do encontro o chanceler Celso Amorim, o ministro Patrus Ananias e o assessor da Presidência José Graziano.