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Oferta Pública
Renar Maçãs capta R$ 16 milhões
Empresa é a oitava companhia no Novo Mercado

A Renar Maçãs S.A. é a oitava empresa a ter ações negociadas no Novo Mercado da Bovespa. A estréia, no dia 28 de fevereiro, foi precedida da oferta pública de 10 milhões de ações ordinárias, com a captação de R$ 16 milhões. Quarenta corretoras e duas distribuidoras de valores participaram da distribuição, que foi coordenada por sete instituições: Elite (líder), Fator, Gradual, Isoldi, Sagres, Spinelli e Título.

A CBLC participou de todas as etapas da distribuição, desde os pedidos de reserva até a liquidação final. No total, 1.781 investidores adquiriram ações da Renar. Um deles é o Clube de Investimento Renar, dos funcionários da empresa. “Agora temos mais 2.005 acionistas. Felizmente, ninguém nos disse que isso era impossível e conseguimos realizar a entrada no Novo Mercado”, afirmou o presidente da Renar, Roland Brandes, na cerimônia de ingresso na Bovespa.

A oferta representou apenas 29% da demanda e houve rateio de 24,8% para os pedidos que superaram a marca de 1.000 ações, o mínimo garantido pela empresa para cada investidor. “Se não fossem os sistemas da CBLC, o rateio não teria sido processado tão rapidamente”, afirmou Afrânio Barbosa de Souza, diretor da Elite Corretora. A Gradual Corretora foi contratada para ser a formadora de mercado da Renar. Irá, portanto, manter ofertas de compra e venda do papel (negociado sob o código RNAR3), garantindo a liquidez.

Na cerimônia de estréia, o presidente da CBLC e da Bovespa, Raymundo Magliano Filho, ressaltou a importância da adesão da Renar Maçãs ao segmento de listagem especial da Bovespa. “Os investidores começam a exigir cada vez mais do empresariado a boa governança. E a decisão da Renar Maçãs mostra que o mercado de capitais é um canal muito disponível para empresas de atuação regional e internacional”, afirmou Magliano.

A Renar Maçãs, empresa de porte médio de Santa Catarina, é a 48ª companhia a participar do Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC), que reúne as companhias listadas no Nível 1, no Nível 2 e no Novo Mercado. A empresa produziu 38 mil toneladas de maçãs em 2004, com um faturamento de R$ 44 milhões até setembro.