Banco planeja novo fundo de índice de ações
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| Guido Mantega: fomento ao mercado de capitais. |
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está preparando o lançamento de um novo fundo de investimentos para fomentar o mercado de ações e ampliar o acesso das pessoas físicas à Bolsa. A aplicação, a ser anunciada em abril, deverá seguir os moldes do Papéis Índice Brasil Bovespa (PIBB), que tem o IBrX-50 como índice de referência. Outra possibilidade é a emissão de cotas adicionais do próprio PIBB.
Lançado em julho de 2004 pelo BNDES, com apoio da CBLC, o primeiro PIBB captou R$ 600 milhões e rendeu 47% até 18 de março – data em que o presidente do BNDES, Guido Mantega, anunciou na Bovespa a criação do segundo PIBB. “O produto teve um grande sucesso e atraiu mais de 25 mil aplicadores”, afirmou Mantega.
Na primeira edição, a CBLC fez o serviço de apoio à distribuição, a liquidação da distribuição e a custódia das cotas. Desde então, participa do mecanismo de resgate e de integralização das cotas do PIBB na Bovespa. Muitos investidores resgataram suas cotas para formar sua própria carteira de ações, lembra o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho. A Bolsa contabiliza mais de 1.120 clubes de investimento. “O PIBB é um produto fundamental para difundir o mercado de capitais entre as pessoas físicas”, disse Magliano.
Uma das possibilidades que está sendo estudada é a utilização do FGTS pelos trabalhadores na compra de cotas do PIBB, como ocorreu anteriormente na venda de papéis da Vale do Rio Doce e da Petrobras. A decisão, lembra Mantega, depende de aprovação do Conselho Gestor do FGTS. “Não queremos retirar recursos de saneamento e habitação. Mas uma parte poderia ser canalizada para que os trabalhadores tivessem oportunidade de ganho com ações”, afirmou o presidente do BNDES.
Toda força ao mercado
O fomento ao mercado de capitais é uma das principais prioridades do ex-ministro do Planejamento Guido Mantega à frente do BNDES. No dia 18 de março, ele anunciou o apoio na Bovespa após reunir-se com os representantes do Plano Diretor do Mercado de Capitais, entre eles o coordenador Thomás Tosta de Sá, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Uma nova área de Mercado de Capitais está sendo criada na estrutura do banco para comandar as iniciativas da instituição no mercado de renda variável.
O BNDES é um dos principais investidores institucionais do país, com uma carteira de R$ 46 bilhões em ações e debêntures de empresas. Nos últimos anos, essa carteira foi gerenciada pela subsidiária integral BNDESpar, de forma independente das políticas de fomento do banco. Agora, a BNDESpar é apenas uma paper company, detentora legal dos papéis, sem estrutura própria, explicou o advogado Durval Soledade, da área de Planejamento do BNDES.
O novo superintendente de Mercado de Capitais deverá ser anunciado em breve. Além do novo PIBB, sua equipe deverá criar novos fundos setoriais para fomentar o setor de infra-estrutura e insumos básicos. “Vamos estimular a criação de novos fundos de venture capital”, afirmou o diretor financeiro do BNDES, Carlos Kawall. |
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