Mapfre Vera Cruz Seguradora paga R$ 225,8 milhões pelo controle da Nossa Caixa Seguros e Previdência
 |
| Repesentantes do Governo paulista, da Nossa Caixa e do mercado fazem batida simbólica do martelo no leilão. |
Começou bem o processo de venda de controle das subsidiárias do Banco Nossa Caixa. Em 24 de maio, o Governo do Estado de São Paulo leiloou na Bovespa, com apoio da CBLC, 51% das ações ordinárias da Nossa Caixa Seguros e Previdência. A vencedora foi a Mapfre Vera Cruz Seguradora. A empresa, que pertence ao grupo financeiro espanhol Mapfre, comprou o controle da seguradora paulista por R$ 225,8 milhões. O lance, de R$ 22,14 por ação, representou um ágio de 46,6% sobre o valor mínimo estipulado pelas ações: R$ 15,10.
Assim que o negócio estiver finalizado, a Mapfre Vera Cruz Seguradora poderá comercializar seguros de vida e planos de previdência privada junto aos clientes da Nossa Caixa por um prazo de 20 anos. Terá acesso a 4,2 milhões de correntistas em mais de 800 pontos-de-venda no interior e na capital, além de sete agências em outros estados. “O índice de venda de produtos por cliente da Nossa Caixa é baixo em relação aos concorrentes e isso indica um mercado a ser conquistado”, disse o presidente do banco, Carlos Eduardo Monteiro. O secretário da Fazenda do Estado, Eduardo Guardia, comemorou o resultado do leilão. “Cumprimos mais uma etapa do processo de consolidação e fortalecimento do Banco Nossa Caixa. A entrada de uma empresa parceira com expertise na área de seguros e previdência vai ajudar o banco na busca de crescimento e modernização”, afirmou.
No leilão, a Mapfre foi representada pela corretora Bradesco e concorreu com a seguradora francesa Cardif, representada pela Ágora Sênior. A Cardif apresentou uma proposta de compra pelo valor mínimo. A Icatu Hartford, que estava habilitada e depositara as garantias na CBLC, não entregou a proposta de compra. O Fator Corporate fez a modelagem da operação e a execução da venda, desde a avaliação da companhia e da melhor forma de venda até a prospecção de possíveis compradores.
O trabalho da CBLC no leilão foi a pré-identificação dos participantes e o recebimento das garantias. A CBLC também será responsável por executar a liquidação da operação. Uma liminar na Justiça contrária à homologação da venda foi revogada em junho. Agora, o processo de homologação prossegue e será analisado pela Susep. “O papel da CBLC foi fundamental para que a parte operacional do leilão fosse bem-sucedida e feita de forma transparente”, diz Carlos Fonseca, diretor do Fator Corporate.
O Banco Nossa Caixa planeja vender o controle de suas subsidiárias de cartões de crédito, leasing, seguros (de automóveis e outros bens), capitalização, administração de recursos e financeira. O Fator Corporate está trabalhando agora na modelagem da venda da subsidiária de capitalização, informa Fonseca. O banco paulista planeja também abrir o capital ainda neste ano. Segundo o presidente da Mapfre no Brasil, Antônio Cássio dos Santos, esse projeto foi um dos motivadores para a empresa ter interesse no leilão. “A abertura de capital gera instrumentos de governança que vão se perpetuar no banco por muitos anos”, afirmou. |