Projeto, iniciado em 2004, aumentou a transparência do atendimento dos pedidos à área de tecnologia
O projeto de governança de tecnologia da informação (TI) conduzido pela Bovespa e pela CBLC completou um ano em julho. Desde sua implantação, vários avanços foram feitos, sempre considerando os interesses dos usuários externos, com benefícios para todos os participantes do mercado. Um deles foi o aumento da transparência do atendimento dos pedidos que são feitos à área de tecnologia pelas demais áreas da Bolsa e da CBLC. Outro avanço foi o aumento da participação dos funcionários nos projetos que envolvem tecnologia. Além disso, as decisões sobre o uso da informática tornaram-se mais racionais e eficientes, com discussões sobre custo e benefício e definições de prioridades. Todas essas melhorias se refletem na qualidade dos serviços prestados para as corretoras e os bancos.
A governança de TI é uma forma de planejar e gerir a tecnologia da informação. Ela tem vários objetivos, dentre os quais está o alinhamento da estratégia de TI com a estratégia de cada negócio. Na Bovespa e na CBLC, o trabalho organizou a demanda que é feita por todos os setores à área de TI, aprimorou a política de segurança das informações e criou o Comitê de Projetos de Tecnologia (CPT). “Antes da implantação do projeto, todos os setores faziam seus pedidos à área de TI de diversas maneiras, algumas vezes até informalmente”, conta Luiz Gonzaga Oliveira Simões, diretor de informática da Bovespa. Muitas vezes, os pedidos de desenvolvimento de sistemas ou emissão de relatórios implicavam no aumento da capacidade instalada da área de informática, mas a relação entre o custo e o benefício do novo sistema nem sempre era avaliada. Agora, esse levantamento obrigatoriamente deve ser feito. Ele inclui, por exemplo, uma previsão das horas que serão gastas pelas diversas áreas de negócio da Bolsa e da CBLC e pela área de informática para o desenvolvimento dos sistemas.
Os projetos que envolvem grandes modificações devem ganhar o aval do CPT. É ele que decide quais são as demandas prioritárias para a área de TI, ou seja, quais sistemas devem ser desenvolvidos antes – o que confere transparência e faz com que a área de informática alinhe-se às prioridades da Bolsa e da CBLC. O CPT reúne-se a cada 15 dias e é formado por representantes de diversas áreas das duas instituições. Para não perder agilidade, os projetos de pequeno porte são decididos pelos gerentes das áreas de negócio com os da área de informática.
Embora a governança de TI seja aparentemente simples, ela implicou a mudança de comportamento de todas as áreas da Bovespa e da CBLC que fazem demandas à área de TI. Antes de solicitar o desenvolvimento de algum produto à área de informática, agora é necessário justificar o pedido, o que pressupõe maior organização. Cerca de 200 dos 600 funcionários da Bovespa e da CBLC passaram por um treinamento de quatro dias para aprender a estruturar um pedido à área de TI. |