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AMÉRICA LATINA

Integração entra na reta final

Bovespa e BMV assinam memorando de entendimento com as diretrizes do convênio

Participantes da reunião da Fiab
O processo de integração entre as bolsas latino-americanas deu passos importantes no mês de setembro. A Bovespa e a Bolsa Mexicana de Valores (BMV), que fazem parte do projeto piloto de integração, assinaram um memorando de entendimento com as diretrizes do convênio operacional entre elas.

Agora, o processo entra na reta final, com a elaboração de um documento, por parte da Bovespa, que servirá de base para o convênio. Elaborado o documento, ele deve seguir para a apreciação por parte do Conselho de Administração da Bovespa e também pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A expectativa é de que, no início de 2006, os investidores brasileiros já possam comprar ações de empresas mexicanas utilizando-se das corretoras nacionais, e vice-versa. Pelo modelo de integração escolhido, não ocorrerá a transferência de ativos entre os dois países. As ações que os brasileiros adquirirem ficarão no México.

Isso será possível porque a CBLC terá uma conta na Indeval (a central depositária mexicana). Quando um investidor brasileiro adquirir uma ação mexicana, esta será creditada na conta da CBLC, que então identificará a corretora e o investidor final que comprou o papel. As aquisições de papéis mexicanos por parte de brasileiros, portanto, seguirão as regras de liquidação da Indeval. Da mesma forma ocorrerá com os aplicadores mexicanos.

Este modelo – chamado de corretoras correspondentes – foi escolhido para preservar as particularidades e estruturas de cada mercado. Corretoras brasileiras e mexicanas deverão firmar parcerias para fazer a parte operacional e tornar a integração viável.

O projeto piloto servirá como aprendizado para o plano mais ambicioso, de integrar todas as bolsas latino-americanas. Esta é, aliás, a principal missão do presidente da Bovespa e da CBLC, Raymundo Magliano Filho, que em setembro foi eleito também presidente da Federação Ibero-Americana de Bolsas (Fiab) durante a assembléia anual da entidade, na Bahia. Magliano substitui Guillermo Prietto, presidente da BMV. O novo vice-presidente da Fiab é Patricio Peña, da Bolsa de Valores de Quito, que substitui Gilberto Mifano, superintendente-geral da Bovespa. A Fiab congrega as bolsas de 13 países da América Latina, Portugal e Espanha. O projeto de integração entre a Bovespa e a BMV foi desenvolvido no âmbito da Fiab.