Segunda oferta de cotas do PIBB atinge R$ 2,3 bilhões e atrai 121 mil investidores
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| Folheto da campanha do BNDES: foco na popularização |
A madrugada do dia 20 de outubro ficará na memória da equipe de liquidação da CBLC. Durante toda a noite, os participantes ocultos da segunda emissão de cotas do único fundo de índice no Brasil, o PIBB, trabalharam duro para entregar os dados finais da distribuição aos bancos e corretoras. Ao final, 121 mil investidores haviam aplicado R$ 2,286 bilhões no PIBB Fundo de Índice Brasil – 50 – Brasil Tracker. “Nosso expediente só acabou às seis da manhã”, conta Agenor Silva Júnior, gerente de Liquidação e Monitoração da CBLC.
Foi a segunda emissão de cotas do PIBB, um fundo lançado pelo BNDES para popularizar o mercado de ações e dar liquidez aos papéis de sua carteira própria. Na primeira emissão, em julho de 2004, 25 mil investidores aplicaram cerca de R$ 600 milhões. Desta vez, a oferta inicial foi de R$ 1 bilhão, dos quais R$ 800 milhões seriam destinados ao varejo, segundo anunciou o presidente do BNDES, Guido Mantega, em evento na Bovespa. Mas a demanda foi tão forte que o BNDES elevou a fatia do varejo para R$ 1,7 bilhão. Com a venda direta de um lote adicional de PIBBs para investidores institucionais, a operação atingiu R$ 2,286 bilhões.
A operação será lembrada como a maior distribuição de varejo, com pagamento em dinheiro, realizada no País até então. As vendas anteriores de papéis da Vale do Rio Doce e da Petrobras, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foram pagas, principalmente, com recursos vinculados ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores. Os pagamentos em dinheiro nessas operações atingiram R$ 397 milhões, no caso da Petrobras, e R$ 508 milhões, no da Vale do Rio Doce.
O BNDES, a Bovespa, a CBLC e os coordenadores da oferta (os bancos Itaú BBA e Santander) trabalharam em conjunto para viabilizar o PIBB, um fundo que espelha o IBrX-50, índice que mede o comportamento de 50 ações negociadas na Bovespa. A CBLC prestou serviços em todas as fases de captação: apoiou a distribuição desde o período de reservas e realizou a liquidação da operação. Vários critérios tinham de ser observados na segunda distribuição, em especial os limites estabelecidos pelo BNDES.
A CBLC controlou os pedidos de reserva até o máximo de R$ 500 mil por investidor e a opção de recompra das cotas pelo BNDES até o valor de R$ 50 mil. Como participaram 11 bancos, 61 corretoras e 121 mil investidores, foi uma operação muito complexa. “Fizemos o controle cruzando os dados individuais de cada investidor”, afirma Agenor Silva Júnior.
Outra questão importante foi o rateio da operação, também controlado pelo Serviço de Apoio à Distribuição da CBLC. Os investidores tiveram seus pedidos de reserva atendidos plenamente até o valor de R$ 15.000,00. A partir desse valor, houve rateio de 40,6%.
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