Reguladores e auto-reguladores fazem palestras em Nova York, Hong Kong e Cingapura
 |
| Azevedo (em pé), João Gualberto Marques Porto (embaixador do Brasil em Cingapura), Levy e Weguelin, no evento de Cingapura. |
O evento Brazil: Excellence in Securities Transactions (Best) chegou à sua quarta edição e vem atraindo mais interessados em conhecer o funcionamento dos mercados financeiro e de capitais brasileiro. Pela primeira vez, o evento teve lugar no continente asiático. A quarta edição ocorreu em Cingapura e Hong Kong, no início de dezembro. Apenas um mês antes, o seminário foi realizado em Nova York.
Foi em Nova York que o Best estreou, em 2004. Naquela ocasião, cerca de 120 pessoas compareceram para obter informações sobre a infra-estrutura operacional da Bovespa, os serviços de custódia, liquidação e gerenciamento de risco da CBLC, o mercado de capitais e o sistema financeiro brasileiro. No último Best realizado em Nova York, 200 profissionais – dentre gestores de fundos, investidores institucionais e analistas – participaram. A segunda edição do evento foi realizada em Londres, em maio deste ano. “O objetivo do Best, de fazer o marketing da segurança dos negócios no Brasil, é muito bom. Provavelmente, o evento ainda terá de ser promovido durante algum tempo até surtir o efeito desejado”, diz Alfredo Setubal, presidente da Associação Nacional de Bancos de Investimento (Anbid). Setubal fez uma apresentação no Best de Nova York. Também deram palestras Gilberto Mifano (CBLC e Bovespa), Joaquim Levy (Tesouro Nacional), Rodrigo Telles da Rocha Azevedo (Banco Central) e Sérgio Weguelin (CVM). Ainda participaram Amarílis Sardenberg (CBLC), Cristiana Pereira (Bovespa), Pedro Guerra (Anbid e Conselho de Administração da CBLC) e João Lauro Amaral (BM&F).
Azevedo afirma que, em Nova York e Londres, os investidores mostraram-se familiarizados com o mercado brasileiro e suas características. Já em Hong Kong e Cingapura, os conhecimentos sobre o Brasil e suas condições macroeconômicas são menores. Portanto, o diretor do BC considera que por lá o esforço de divulgação e o trabalho devem ser mais amplos. Ele ressalta que o interesse pelos investimentos em reais vem aumentando nos últimos dezoito meses, tanto em renda fixa quanto variável. “O timing do Best é bastante apropriado e deve maximizar o efeito desse maior interesse pelo Brasil”, diz. Inovação – O BEST é totalmente inovador no âmbito internacional, pois é uma iniciativa que envolve instituições de mercado e de governo trabalhando harmonicamente com o objetivo de promover o mercado brasileiro no exterior. É organizado pela CBLC, Bovespa, BM&F e Anbid e conta com a participação do Banco Central, da CVM e do Tesouro Nacional. O documento “Brazilian Market Profile” é subscrito por todas as instituições participantes, algo inédito para a comunidade internacional, transmitindo ao investidor estrangeiro a certeza de que o Brasil está unificando todos os esforços (públicos e privados) para melhorar ainda mais a atratividade de seu mercado de capitais. O “Brazilian Market Profile” está disponível no site www.bestbrazil.org e contém informações detalhadas sobre o mercado brasileiro e sua base legal e regulatória.
Desde que o programa foi lançado, algumas das sugestões colhidas junto aos investidores de fora começam a ser implementadas. Na primeira reunião, em Nova York, e na segunda, em Londres, os investidores citaram como um empecilho para investir no nosso mercado a demora para conseguir um CNPJ. Como resultado das sugestões, a CVM e a Receita Federal fizeram um trabalho para tornar mais ágeis os procedimentos de concessão do cadastro. Atualmente, o pedido pode ser feito pela Internet e o registro é obtido em 24 horas. |