Projeto Brazil: Excellence in Securities Transactions promove mercado no exterior
O BEST (Brazil: Excellence in Securities Transactions), programa de divulgação do mercado brasileiro junto a investidores estrangeiros, comemorou o seu primeiro efetivo ano de atuação. No início de fevereiro, a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e a Associação Nacional de Bancos de Investimentos (Anbid) celebraram os resultados obtidos.
Um evento em São Paulo contou com a participação de Joaquim Levy, secretário do Tesouro Nacional; Sérgio Weguelin, diretor da Comissão de Valores Mobiliários; Rodrigo Azevedo, diretor de Política Monetária do Banco Central; Pedro Guerra, diretor da Anbid; Edemir Pinto, diretor-superintendente da BM&F; e Gilberto Mifano, superintendente geral da Bovespa e diretor geral da CBLC, além de diversos profissionais dos mercados financeiro e de capitais.
O BEST foi criado no fim de 2004 e começou a atuar com força em 2005. O programa conta com o apoio da CVM, do BC e do Tesouro e é promovido por Bovespa, CBLC, Anbid e BM&F. Até agora, foi realizado duas vezes em Nova York, uma em Londres, uma em Hong Kong e outra em Cingapura. Por meio de palestras e reuniões, os investidores estrangeiros passam a compreender melhor o mercado brasileiro e a entrar em contato com os avanços obtidos nos últimos anos, que até então não eram amplamente divulgados. Sérgio Weguelin, da CVM, disse que antes do BEST, até mesmo agências de rating não tinham dados atualizados sobre o Brasil. Nas palestras que proferiu, Weguelin enfatizou os avanços qualitativos do nosso mercado. Gestão da Dívida Pública – O secretário do Tesouro comentou a importância do BEST na gestão da dívida pública. “O BEST é um excelente exemplo dos resultados que podem ser alcançados por meio da parceria entre os setores público e privado. Ele tem contribuído para nossa estratégia de aumentar a participação dos investidores estrangeiros na dívida pública brasileira”, disse Levy. Azevedo, do Banco Central, afirmou que o evento é uma ótima oportunidade para divulgar o Brasil e também para identificar as necessidades e dificuldades dos investidores estrangeiros. De posse dessas informações, é possível melhorar aspectos do nosso mercado – como, aliás, já foi feito com a simplificação do processo de obtenção de CNPJ por parte dos investidores de fora.
Além da possibilidade de identificar gargalos que porventura estejam afastando esses investidores do nosso mercado, o programa traz outras vantagens: “O BEST está mudando a forma que esses investidores enxergam o Brasil, pois há um comprometimento das entidades em retornar aos mercados visitados”, disse Gilberto Mifano. Pedro Guerra ressaltou o fato de o BEST ser um programa de longo prazo, que exige perseverança por parte dos envolvidos. “É uma demonstração da importância e do comprometimento dos brasileiros com os investidores de fora.”
As cidades de Frankfurt e São Francisco entraram na rota do programa em 2006. Na primeira, o evento será realizado em 26 de abril e, na segunda, em 21 de junho.
Acordo de cooperação com Taiwan
A CBLC e a TSCD, central depositária de Taiwan, assinaram um acordo de cooperação. O convênio, fechado no final de dezembro passado, prevê a troca de informações entre as duas centrais depositárias e a possibilidade de cooperação técnica. “A CBLC já tem uma rede de contatos bastante consolidada com instituições das Américas e da Europa, mas ainda há trabalho a desenvolver na Ásia. Daí a importância desse convênio, que deverá abrir portas nesta direção”, diz Margarida Baptista, administradora de Desenvolvimento de Projetos da CBLC. |
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