O ano de 2005 também foi positivo para o mercado de opções. O tradicional mercado de opções sobre ações registrou um crescimento de 8,5% no número de negócios e de 1% no volume financeiro. O destaque, no entanto, foi para as opções sobre índices, que avançaram 44%, tanto em termos de número de negócios quanto em volume financeiro. Operações montadas por corretoras, utilizando-se das opções do Ibovespa, foram as principais responsáveis pelo avanço desse instrumento.
No mercado a termo, o número de negócios expandiu-se 20% (cerca de 200 mil negócios no ano). O volume financeiro movimentado foi de R$ 13 bilhões, o que representou um crescimento de 25% em relação a 2004.
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Investidor Qualificado ficou mais ágil
O serviço de Investidor Qualificado oferecido pela CBLC foi aprimorado em abril e tornou-se mais ágil. Ao optarem por esse serviço, bancos, fundos de pensão, gestores de fundos, investidores estrangeiros e seguradoras podem operar com várias corretoras, mas centralizam a liquidação em um único agente de compensação pleno. Dessa forma, os investidores não precisam liquidar as operações com cada uma das corretoras. A vantagem é a redução de custos proporcionada pela centralização e a otimização das garantias depositadas.
Com a melhoria implementada em 2005, os agentes de compensação tomam conhecimento das negociações feitas pelos investidores logo após sua efetivação. Isso permite que os limites das corretoras sejam desonerados no próprio dia do fechamento do negócio. Tesouro Direto bate recordes de negócios
O Tesouro Direto firmou-se como uma alternativa de investimento cada vez mais procurada por pessoas físicas. Em 2005, o produto consolidou-se como uma importante ferramenta para aplicar em títulos públicos federais e bateu vários recordes. Em julho, ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em compras liquidadas. Dos dez maiores mercados de compra desse sistema de negociação, nove ocorreram no ano.
No fim de 2005, havia 49,5 mil clientes registrados no Tesouro Direto, 52% a mais que em 2004. As compras de títulos públicos processados pela CBLC foram de R$ 661,7 milhões, o que representou um crescimento de 84% em relação ao ano anterior. Os eventos de custódia como resgates e juros somaram R$ 230 milhões, mais que o dobro em comparação a 2004. Forte atuação em eventos globais
O ano de 2005 foi bastante positivo e movimentado na área internacional da CBLC. Uma das mais importantes realizações foi a organização da CSD8, fórum de discussão que reúne as principais centrais depositárias do mundo a cada dois anos. A CBLC foi co-organizadora do evento – realizado em abril, em Nova York –, ao lado da DTCC, dos Estados Unidos. Pela primeira vez na história dessa conferência, que já teve oito edições, uma central depositária de um país emergente foi anfitriã.
Outro destaque foi a eleição de Amarílis Sardenberg, diretora de Operações da CBLC, como vice-presidente da CCP12, que congrega as contrapartes centrais mais importantes do mundo.
Na Associação das Centrais Depositárias das Américas (ACSDA), liderou a criação do Grupo de Trabalho sobre eventos corporativos, juntamente com a DTCC. Além disso, desempenhou um papel central no desenvolvimento das soluções de liquidação e custódia que amparam o modelo de corretoras correspondentes da Federação Ibero-Americana de Bolsas (FIAB), cujo projeto piloto de integração Brasil/México está em fase de implementação.
A CBLC também foi membro da delegação brasileira na 1 Reunião Plenária da Convenção sobre Harmonização Legal em Sistemas de Ativos Intermediados, promovida pelo Instituto Internacional pela Unificação do Direito Privado (Unidroit), ocorrida em maio, em Roma. Além disso, foi co-organizadora da Reunião Regional da América Latina, realizada em São Paulo, em outubro.
No Grupo dos Trinta (G-30), a CBLC foi indicada como membro de um dos comitês de monitoramento, na qualidade de observadora. Participou do Comitê da América do Norte, dada sua aderência às melhores práticas. No BEST, a CBLC divulgou o mercado no exterior (ver BEST).
*Leia a primeira parte, publicada na edição de janeiro |