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Ações

Empréstimos no BTC dobram ano após ano

Volume de transações alcançou R$ 58,9 bilhões no ano passado

Os empréstimos de ações vêm praticamente dobrando no Brasil ano após ano, desde 2002. As taxas de crescimento do volume de operações feitas no Banco de Títulos da CBLC (BTC) são bastante expressivas. De 2002 para 2003, esse mercado cresceu de R$ 7,5 bilhões para R$ 13 bilhões. Em 2004, a expansão novamente foi da ordem de 100% e o volume foi de R$ 25,8 bilhões. No ano passado, os empréstimos mais que duplicaram em relação a 2004 e encerraram em R$ 58,9 bilhões. A expectativa é que 2006 também seja um ano de acentuada expansão.

O interesse por tomar ações emprestadas e também por emprestá-las para terceiros é bastante forte por parte de fundos de investimento e investidores estrangeiros. Mas vem chamando atenção também a participação das pessoas físicas, cada vez mais atraídas pelo crescimento desse mercado, principalmente como fornecedoras de títulos para empréstimo.

As pessoas físicas já estão em terceiro lugar em termos de participação no BTC. E representaram 14,5% do volume de transações registradas nesse sistema em 2005. Em janeiro de 2006, a participação foi de 16,1%, e elas também ficaram em terceiro lugar. Os investidores individuais perceberam que podem se beneficiar do crescimento desse mercado e obter ganhos atraentes com o empréstimo de seus títulos, especialmente as ações. No ano passado, a taxa média paga para os doadores foi de 5% ao ano.

Pequenos investidores –“A forma como o mercado de empréstimo de títulos foi estruturado no Brasil trouxe oportunidade de ganho para os pequenos investidores”, diz Wagner Anacleto, gerente de Risco da CBLC. Em alguns mercados internacionais, os investidores finais não se beneficiam integralmente das taxas obtidas nas operações de empréstimo – eles têm, em muitos casos, apenas a isenção nas taxas de custódia. Isso não acontece no Brasil. Aqui, o rendimento é integralmente transferido para o doador do título.

A maior participação no mercado de empréstimo de títulos é a dos fundos mútuos. Eles foram responsáveis por 37,3% do volume de transações registradas no BTC no ano passado. Esse interesse pelas operações de aluguel de títulos é decorrência do próprio desenvolvimento da indústria de fundos de investimento, que vem se diversificando. Os chamados fundos de arbitragem ou long/short, que fazem muitas operações de aluguel de ações, são uma categoria em franca expansão no mercado.

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Em segundo lugar, estiveram os investidores estrangeiros, com 32,8% do volume de transações registradas no BTC no ano passado. Os bancos comerciais figuraram na quarta posição (com 6,5%), seguidos das empresas (3,4%) e dos fundos de previdência (3,3%).

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