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Comunicação entre corretoras e custodiantes é aprimorada
Nota de corretagem em formato XML facilita a troca de informações padronizadas

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A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) trouxe para o mercado uma ferramenta para aprimorar a comunicação entre corretoras e custodiantes: a possibilidade de envio da Nota de Corretagem em formato XML por meio do sistema de transmissão de arquivos da Bovespa. Essa alternativa está disponível desde o dia 4 de abril e reflete a preocupação da CBLC e também da Associação Nacional de Bancos de Investimento (Anbid), sua parceira nesse projeto, de incentivar a automação e a padronização da troca de informações entre os participantes do mercado.

O tema foi discutido durante um workshop realizado em abril com representantes das duas entidades e de diversas instituições do mercado. Em pauta, as tendências internacionais para harmonizar a comunicação entre as entidades e a identificação de dificuldades dos participantes e de oportunidades de melhoria no mercado brasileiro. Na ocasião, foi ainda explicado o funcionamento da nota de corretagem lançada, também chamada de Nota XML. “A padronização propicia a diminuição de processos manuais, a automação, a redução de riscos operacionais e de custos”, afirma Agenor Silva Júnior, gerente de Liquidação da CBLC.

A CBLC e a Anbid têm acompanhado as discussões sobre padronização que são levadas a cabo nos mercados desenvolvidos. Muitos países preparam-se para adotar padrões de comunicação comuns. “O Brasil está adiantado, mas deve sair na frente de outros mercados para implementar a padronização da troca de informações”, diz Márcio Veronese, coordenador da Subcomissão Técnica de Formato e Fluxo de Informações da Anbid.

Os investidores estrangeiros interessados em comprar ativos aqui no Brasil, por exemplo, freqüentemente querem saber se o processo de investimento é totalmente automatizado, ou seja, se é STP (sigla de Straight Through Processing). Apesar de estarmos adiantados por conta da implantação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), ainda nos falta implementar a automatização da comunicação entre corretoras e custodiantes.

Crescimento – O tema assume maior importância porque a automação contribui para fincar as bases para o crescimento consistente de nosso mercado. A atração de mais investidores de fora implica aumento nos volumes financeiros e operações processadas pelas áreas de back office de corretoras e bancos. A troca de informações via telefone ou fax torna-se inadequada nesse ambiente não só por conta volume, mas também porque embute maiores riscos operacionais.

Dentre as iniciativas já tomadas por parte da CBLC e da Anbid para automatizar a troca de informações entre corretoras e custodiantes, está o sistema CINF (Informações para o Custodiante). Lançado em 2004, ele traz informações relativas ao dia anterior e está disponível para os participantes no início de cada dia. No entanto, as entidades sentiam falta das informações ainda no dia de fechamento dos negócios (D+0).

Para satisfazer a demanda do mercado, em agosto do ano passado a CBLC lançou a Nota de Corretagem XML, chamada pela Anbid de Arquivo de Troca de Informações entre Custodiantes e Corretoras. Agora, ela torna disponível a sua transmissão por meio do sistema de transmissão de arquivos da Bovespa (MTA). As corretoras que utilizam o Sinacor já contam com essa facilidade, enquanto as demais devem adaptar seus sistemas para que eles possam gerar as notas.