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Eventos corporativos
Proventos batem recorde
Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio aumenta 28%

Nunca os investidores brasileiros em ações receberam tantos proventos em dinheiro quanto no primeiro semestre de 2006. Ele foi recorde em termos de pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio, deixando para trás os números de janeiro a junho dos outros anos. A CBLC repassou ao mercado aproximadamente R$ 15,4 bilhões, o que representou 28% a mais que os R$ 12 bilhões do mesmo período de 2005.

Os proventos em dinheiro pagos pelas empresas com ações negociadas na Bolsa vêm crescendo ano a ano, à medida que os investidores dão mais importância para esses valores e que as companhias estabelecem políticas de distribuição de seus lucros. Em 2000, eles foram de R$ 3 bilhões. Apenas cinco anos mais tarde, já somavam R$ 17,7 bilhões.

Outro evento de custódia que mereceu destaque foi o pagamento de proventos referentes aos títulos públicos negociados no Tesouro Direto. Ele mais que triplicou do primeiro semestre de 2005 para o mesmo período de 2006: de R$ 60,3 milhões, foi para R$ 185 milhões.

“A elevação no pagamento de juros e amortizações, nesse caso, reflete a entrada de novos investidores”, diz Alberto Pedroni Junior, da área de Custódia da CBLC. Cada vez mais, as pessoas físicas vêm descobrindo a possibilidade de aplicar em títulos do governo federal diretamente, por meio da internet, em vez de investir de forma indireta, pelos fundos mútuos. No primeiro semestre de 2005, havia cerca de 41 mil clientes que operavam pelo Tesouro Direto, e que detinham R$ 673 milhões em custódia. De janeiro a junho deste ano, já eram mais de 61 mil investidores e R$ 923 milhões.

Os eventos relativos a títulos públicos dados em garantia para operações de derivativos (opções e termo) e de empréstimos de ações também cresceram. Os pagamentos de juros e amortizações desses títulos, que somaram R$ 19,2 milhões no primeiro semestre de 2005, subiram para R$ 151 milhões no mesmo período de 2006.

Esse avanço pode ser creditado à própria expansão dos mercados que demandam colaterais dos investidores (termo, de opções e de empréstimos de títulos), já que as exigências de depósitos junto à CBLC não se alteraram. A posição das garantias depositadas na CBLC somou R$ 15,9 bilhões no fim do primeiro semestre, o que representou um acréscimo de 15% neste ano.

Valor em custódia sobe 54%

A CBLC terminou o primeiro semestre de 2006 com R$ 588 bilhões em ativos de renda variável e de renda fixa sob custódia – um acréscimo de 54% em relação ao mesmo período do ano passado.

Essa expansão foi proporcionada por dois fatores: a valorização dos ativos negociados no ambiente da Bovespa e a entrada de novos papéis no mercado acionário e de renda fixa (notadamente as cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). O Índice Bovespa (Ibovespa) subiu 9,5% nos primeiros seis meses de 2006, e se for considerado um período mais longo, dos últimos 12 meses, ele registra uma alta ainda mais forte, de 46,2%.

Diretora da CBLC assume presidência da CCP12
A diretora de Operações da CBLC, Amarílis Sardenberg, assumiu em julho a presidência da CCP12, grupo que reúne as contrapartes centrais mais importantes do mundo. A CBLC é umas das instituições fundadoras da CCP12, que foi criada em 2001 como um fórum para intercâmbio de informações e debate de questões globais e regionais que afetam as clearings e contrapartes centrais. O grupo também participa de debates sobre as melhores práticas e discute recomendações de outros órgãos, como o BIS e a IOSCO. Amarílis fica na presidência da CCP12 por um ano.