Associação criou grupos de trabalho para estudar mercados das Américas e da África do Sul
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“Os trabalhos de integração entre a Bovespa e a Bolsa de Valores do México vão nos dar uma luz sobre como trabalhar as conexões entre as diversas bolsas da região”.
Fernando Yañez, presidente da ACSDA |
A Americas' Central Securities Depository Association (ACSDA) desenvolve vários trabalhos para promover o intercâmbio de informações e difundir as melhores práticas entre os seus associados. A presidência da entidade é atualmente exercida por Fernando Yáñez González, que também é gerente geral da Deposito Central de Valores (DCV), a central depositária do Chile. Ele falou ao FOCO! sobre os trabalhos da associação.
Quais são as principais atividades que a ACSDA desenvolve atualmente?
A ACSDA possui vários comitês de trabalho para estudar temas específicos. Os comitês são os de Eventos Corporativos, o Legal, de Comunicação e o de Risco.
O que está sendo discutido no Comitê de Eventos Corporativos?
O comitê concluiu recentemente um estudo sobre como os eventos são processados nas centrais depositárias dos países-membro da ACSDA. Ele será distribuído para as diversas bolsas da região e para os órgãos reguladores, e deve ajudar os países mais atrasados a melhorarem suas práticas.
A ACSDA estipula as melhores práticas referentes aos eventos?
Seria muito pretensioso de nossa parte fazer recomendações. Nós adotamos os melhores padrões estabelecidos por grupos já consolidados, como a ISSA, o G30 e o BIS.
Como está o andamento do trabalho nos demais comitês?
O Comitê Legal está promovendo um estudo sobre a legislação de doze países da ACSDA, que será distribuído para advogados e reguladores. O Comitê de Comunicação irá difundir os trabalhos e avanços da associação e de seus mercados aos associados e ao mundo financeiro. Fazem parte dos nossos planos a produção de um boletim eletrônico e a promoção de uma maior interação entre os países por meio do site da ACSDA. O Comitê de Risco deve retomar as suas atividades em 2007. Ele irá levantar como cada central depositária controla e mitiga riscos.
Quais são os principais desafios das centrais depositárias das Américas?
Estabelecer um link entre as depositárias do México e do Brasil. Dentro de dez anos o mercado estará mais consolidado na América Latina. Teremos de reforçar a infra-estrutura das centrais para permitir as transações além das fronteiras. Os trabalhos de integração entre a Bovespa e a Bolsa de Valores do México vão nos dar uma luz sobre como trabalhar as conexões entre as diversas bolsas da região. |