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A partir deste mês, a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) passa a oferecer uma nova estratégia para os empréstimos de ativos, chamada de “Liquidação Antecipada do Doador e Tomador”. Por meio dela, o doador também passa a ter o direito de pedir a devolução antecipada – antes do término do contrato – dos títulos emprestados.
“Trata-se de um importante complemento nas operações de empréstimo de ações no Brasil. O novo recurso deve resultar no aumento das ofertas de títulos e na maior liquidez do mercado de empréstimo de ativos”, explica o gerente de controle de riscos da CBLC, Wagner Anacleto.
Antes de o novo contrato entrar em vigor, em maio, os investidores que emprestavam seus ativos (doadores) tinham de esperar o encerramento do contrato para ter os seus papéis de volta.
Agora, quando requisitados antecipadamente, os ativos têm de ser entregues pelo tomador ao proprietário dentro do prazo de quatro dias úteis – tempo suficiente para a compra de novos títulos para a devolução, caso haja necessidade.
O novo contrato de empréstimo – “Liquidação Antecipada do Doador e Tomador” – permitirá ao doador receber automaticamente da CBLC o valor dos ativos emprestados como garantia para ser utilizado na cobertura dos riscos de outras operações na CBLC (opções, termo e BTC).
Anacleto explica que o mecanismo de “Liquidação Antecipada do Doador e Tomador” é bem conhecido pelos estrangeiros. Muitos investidores institucionais internacionais, como fundos de investimento e fundos de pensão, abstêm-se de emprestar os títulos devido à falta dessa modalidade no sistema de empréstimo de ativos brasileiros.
Os números mostram a importância dos investidores estrangeiros nos empréstimos de ações no mercado brasileiro. Há quatro anos consecutivos, desde 2003, eles estão entre os principais doadores de ações no BTC.
Em 2006, os investidores estrangeiros foram responsáveis por 28,78% do total de ações doadas; as pessoas físicas, por 28,36%; e os fundos mútuos, por 27,69%. De janeiro a abril deste ano, a fatia dos estrangeiros nas doações correspondeu a 29,12%, enquanto as pessoas físicas ficaram com 29,77% e os fundos mútuos, com 28,36% (ver tabela).
Também pode ser observado o aumento da participação das pessoas físicas na função de doadores de ações nos últimos quatro anos. No entanto, como tomadores, a participação dos pequenos investidores ainda é pequena.
De 2004 a 2006, os fundos mútuos lideram o ranking como tomadores, seguidos pelos investidores estrangeiros e, na seqüência, pelos bancos comerciais. Neste ano, de janeiro a abril, os fundos mútuos representaram 56,99% como tomadores de papéis, enquanto os investidores estrangeiros, 24,98%. Por último, os bancos comerciais, terceiro no ranking, com 13,58% de tomadores de ações emprestadas no mercado.
Ranking dos principais doadores de ações
| Doador |
Participação no BTC neste ano* |
| Estrangeiro |
29,12% |
| Pessoa física |
29,77% |
| Fundos mútuos |
28,36% |
| Outros |
3,97% |
| Sociedades: anônimas, civis, por cotas e outras |
4,95% |
| Fundos de previdência social |
2,79% |
| Bancos Comerciais |
1,04% |
Fonte: CBLC
*até 30/04/2007
Ranking dos principais tomadores de ações
| Tomador |
Participação no BTC neste ano* |
| Fundos mútuos |
56,99% |
| Estrangeiro |
24,98% |
| Bancos comerciais |
13,58% |
| Outros |
1,29% |
| Pessoa física |
2,52% |
| Sociedades corretoras |
0,64% |
Fonte: CBLC
*até 30/04/2007 |